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Heraclitus

How do you stay motivated in the midst of everything that’s going on? How do you build your personal momentum and how do you get in the zone?

Three things, you better catch it. My mother used to say, “people love watching fire burn“! Alright? Okay, that’s one thing I know about life, one thing I know about life is a guarentee, right? Change is inevitable! And listen to me, as much as you like to be in your comfort zone, as much as you like to be stable, as much as you like to control your environment, the reality is: everything changes.

Alright here’s my last one, it’s ‘spontaneous combustion‘ – I think is what they call it – and what happens is when a fire starts to burn and it starts to spread, she gon’ bring that attitude home, don’t wanna do nothing, what they like.

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É assim que tenho me sentido ultimamente: fora da minha zona de conforto e vendo até onde eu posso me sentir bem e segura num ambiente novo, fazendo coisas das quais eu não estou cem por cento certa, porque chegou a hora e a oportunidade de mudar. E isso é excitante. Essa combustão espontânea que acontece quando a gente se percebe crescendo enquanto muda é o que faz a vida ter sentido. E a mudança só depende da gente.

Me sinto viva.

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Intro by Disclosure on Grooveshark

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Everything flows, nothing stands still.
– Heraclitus

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Soundtrack de 2013: as (55) melhores músicas do ano

Definir as melhores músicas e álbuns do ano foi uma tarefa muito difícil pra mim. Tão difícil que eu resolvi jogar a ideia na lixeira e compartilhar “apenas” as melhores músicas de 2013. Cinquenta e cinco faixas, pra ser mais exata. Colocar o último ano em música é sumarizar o tanto de diversão que eu tive, e espero que depois de apertar o play dê pra sentir como o foi o meu dois mil e treze.

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2013: o ano da música. Esse deveria ser o nome dessa Mixtape. Acho que nunca ouvi tanta coisa nova quanto nesse último ano, e isso pra mim é um avanço e tanto já que eu costumo acompanhar as mesmas bandas e ouvir os mesmos álbuns desde o meu tempo pré-adolescente-que-descobriu-o-indie-rock. Grande parte das novas descobertas musicas eu devo à Radio BDC – a rádio de música alternativa do boston.com. Sempre preferi ouvir músicas na rádio a baixar bandas desconhecidas ou pegar dicas com amigos (ai, sou muito chata pra aceitar pitaco musical), então no tempo em que morei fora aproveitei pra seguir o broadcast da BDC. Era o tempo todo conectado no meu iphone, e é realmente uma pena que o streaming só funcione nos Estados Unidos 😐

Descobri muita banda massa nesse último ano, e também tive a felicidade de ser abençoada (haha) com novos álbuns de algumas bandas do coração: o Arctic Monkeys lançou o AM e Arcade Fire lançou o Reflektor. Já das bandas novas na minha radiola, as que tô curtindo muito são Disclosure, Bastille, CHVRCHES, Haim, Vampire Weekend, The National, Lorde… e por aí vai.

A minha mixtape tem um astral massa e inclui músicas novas, recém lançadas, e algumas antiguinhas (tem música que foi lançada duas semanas atrás e outras dos anos 70). Pra ficar mais visual, essa é a lista das que não sairam do repeat:

  • My Number – Foals
  • Hold On We’re Going Home – Arctic Monkeys
  • Obvious Bicycle – Vampire Weekend
  • The Mother We Share – CHVRCHES
  • Afterlife – Arcade Fire
  • There Goes Our Love Again – While Lies
  • Get Lucky – Daft Punk
  • White Noise – Disclosure
  • Fireside – Arctic Monkeys
  • Diamonds – The Boxer Rebellion
  • Entretainment – Phoenix
  • Elephant – Tame Impala
  • Dreaming – Smallpools
  • Pompeii – Bastille
  • Changing Of The Seasons – Two Door Cinema Club
  • Team – Lorde
  • Little Games – The Colourist
  • Help I’m Alive – Metric
  • Little Lion Man – Mumford & Sons
  • What Doesn’t Kill You – Jake Bugg
  • Hurricane – Ms Mr
  • Turn It Around – Lucius
  • Reflektor – Arcade Fire
  • Do I Wanna Know? – Arctic Monkeys
  • If I Ever Feel Better – Phoenix
  • Instant Crush – Daft Punk
  • All I Want – Kodaline
  • Campus – Vampire Weekend
  • Midnight City – M83
  • Waves – Blondfire
  • Purple Yellow Red And Blue – Portugal. The Man
  • Submarines – The Lumineers
  • The Love Club – Lorde
  • Sweater Weather – The Neighbourhood
  • Your Body Is A Weapon – The Wombats
  • Bur Hurbur – Kid Mountain
  • Bastards Of Young – The Replacements
  • The Wire – Haim
  • Alive – Empire Of The Sun
  • When A Fire Starts To Burn – Disclosure
  • I Need Your Love – Ellie Goulding
  • Hopeless Wanderer – Mumford & Sons
  • Mountain Sound – Of Monsters & Men
  • Gold Gun Girls – Metric
  • Unbelievers – Vampire Weekend
  • Pusher Love Girl – Justin Timberlake
  • Kids – MGMT
  • Houdini – Foster The People
  • You Can Make Him Like You – The Hold Steady
  • Say It Ain’t So – Weezer
  • Gold Chain – Black Light Dinner Party
  • Royals – Lorde
  • What You Know – Two Door Cinema Club
  • My Girl – Animal Collective
  • The High Road – Broken Bells

E que 2014 seja ainda mais musical 🙂

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Senhoras e senhoras, com vocês, o rei Reginaldo Rossi

O Rei foi embora hoje, dia triste.
Um dos meus sonhos era ter Reginaldo cantando na minha festa de casamento. Sonho brega de uma pessoa brega.

Valeu, grande Rei.

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Karaoke em Boston: melhores hits

Noite de karaoke numa sexta-feira no Hong Kong, Faneuil Hall. Vocês não tem noção de como esse pub é pequeno. E de como esse dia foi foda.

Eu vou confessar: me apaixonei pelos Karaoke Bars em Boston. Eles estão em cada esquina, principalmente no centro da cidade, perto do Faneuil Hall – um conjunto histórico de mercados que abriga lojas, bares e restaurantes super legais e lotados de gente jovem. Os Karaoke Bars mais conhecidos e super visitados pelos turistas (eu!) durante o verão, e pelos locais all-year-round, são o Sissy K’s, Hong Kong e Wild Rover. E este post é um revival dos hits obrigatórios nas noites de cantoria na Beantown. Pega o microfone, sobe no palco, e vem comigo!

Não tem tempo ruim num karaoke bar, já que a galera vai mesmo pra se divertir sem se preocupar com a opinião alheia. Lembro a primeira vez que fui no Sissy K’s, jurando que seria um pub comum, e fui pega de surpresa por um Karaoke Contest em plena segunda-feira. Foi a melhor noite que tive em Boston. No início é super incômodo ouvir a galera cantando, porque tem gente que canta mesmo muito mal, chega a ser constrangedor! Vale citar que nos pubs e bares de Boston sempre todo ta mundo muito bêbado, então a galera perde mesmo o critério e nada mais justo do que se juntar ao crowd. Depois de dar uma chance pro pub, e, claro, depois de tomar sabe-se lá quantas Miller Light draft que custavam apenas $ 1 (!!!!), tudo vira uma maravilha. Outra coisa massa é que você pode escolher QUALQUER música que o DJ vai botar pra você cantar. Sério, escolha qualquer música. Sei de um Karaoke na cidade que é super famoso entre turistas e imigrantes, onde a galera vai pra cantar músicas em português, coreano e até mesmo em árabe. Outros spots, como o Hennessy’s, tem uma banda ao vivo tocando pra você cantar. É muito massa.

Geralmente eu ia mais pelo people-watch mesmo, pra ver como os americanos se comportavam, conhecer gente e praticar o meu inglês. #Antropóloga. A galera sempre vai em turma, é super divertido de assistir, porque os americanos tem um comportamento muito mais amigável na noite do que os brasileiros. Mesmo sem te conhecer, eles te suportam, incentivam a ir cantar, conversam e torcem por você. Eu até que arrisquei a voz algumas vezes e subi no palco, hahaha. A primeira vez eu cantei Umbrella, da Rihanna, no Sissy K’s. A sensação é ótima, indescritível! Ver o pessoal de cima do palco, cantando junto com você, mesmo quando você tem uma voz horrenda e não sabe a letra… velho, é muito massa. Eu sou super tímida pra essas coisas, mas como diria Miley Cyrus, “…when the DJ dropped my favorite tune, and the Britney song was oooooooon!!!! So I put my hands up, they’re playing my song, and the butterflies fly awaaaaaay“. Eu tinha mesmo que perder a vergonha e aproveitar as minhas parties in the USA.

Grace, minha amiga ítalo-americana era fanática por karaoke. Toda vez que saíamos juntas ela cantava clássicos do Michael Jackson, Madonna e Backstreet Boys. Teve um dia que ela tava num date e cantou Total Eclipse Of The Heart, de Bonnie Tyler, com o cara hahaha. Acho até que naquela noite eles ganharam os $250 de prêmio do Wild Rover. Já Steven, meu coroa americano favorito, sempre cantava as mesmas músicas, não importa se o bar fosse diferente – foram três meses de amizade, e três meses ouvindo o mesmo repertório praticamente toda noite.

Então, essa é a minha playlist dos hits que eram obrigatórios nas noites de cantoria em Boston. Pode dar play e cantar, sem vergonha nenhuma, aí do outro lado do computador.

Hit Me Baby One More Time – Britney Spears

Taí um clássico das americanas em geral. Acho que em 99% das noites que eu saí pra uma karaoke night vi as meninas cantando Baby One More Time. É hino. E o massa é ver as loucas todas subindo no palco pra cantarem juntas, uma tomando o microfone da outra e fazendo a coreografia do clipe! hahaha Até cogitei sair fantasiada de Britney no halloween, de tanto que ouvi cantarem essa música. Mas Britney morena só em Toxic, né gente.

Tubthumping (I Get Knocked Down) – Chumbawamba

Feche os olhos e imagine um grupo de caras loiros, ultra-bêbados (e usando boné à noite) cantando essa música. E nenhum deles sabia a letra. Sério. Sempre.

Don’t Stop Believin’ – Journey

Clássico do rock indispensável, sempre tinha uma louca cantando essa. Quando não, era um grupo de amigos já bêbado em cima do palco, onde nenhum acertava o timing da música.

All Star – Smash Mouth

Direto do finzinho dos anos 90. Hey now you’re an All Star, get your game on – go play!

Get Low – Lil Jon & The East Side Boyz

To the windoooooow! To the wall! Till the sweat drop down my balls! Till all these bitches crawl! To all skeet skeet motherfuckeeeeeeers!!!!!!!!!!! CLÁSSICO! Velho, Get Low é CLÁSSICO! Sabe aquela hora da noite em que você sabe que vai ver uma cena engraçada? Tipo, showtime? Era quando alguém subia no palco pra cantar Get Low. Lembro da primeira vez que fui pro Sissy K’s com Sachi (alguém aí se lembra das pérolas proferidas pela japa nesse dia?) e botaram Get Low no Karaoke. Eu comecei a rir, né! Porque não tem como a pessoa ficar séria ouvindo essa música. Sachi ficou só olhando pra tv, acompanhando a letra… depois ela virou pra mim e falou: “- Rayana, o que essa música quer dizer?”. E eu respondi, já chorando de rir: “- Sachi, você quer mesmo saber?”, e tive que explicar, né. A coitada ficou passada, hahaha “- OOOOH, REALLY? OH MY GOD!!!!”. Pois é, Sachi. Pois é.

Everybody (Backstreet’s Back) – Backstreet Boys

Er’body… Yeah! Rock ur’body… Yeah! Velho, apenas tenho a dizer que: se eu não gostava de/conhecia a letra das músicas dos Backstreet Boys, passei a gostar/conhecer praticamente todas. Se tinha uma mulher no karaoke, certeza de que ela cantar BSB/Britney. Não tô reclamando, eu amava. O melhor era a galera fazendo a coreografia do clipe, haha. Saudades-americanos-bêbados.

Sweet Home Alabama – Lynyrd Skynyrd

Os anos 70 mandando um abraço com Sweet Home Alabama. Essa música faz parte da playlist porque, como eu comentei anteriormente, Steven tinha TOC e só cantava as mesmas músicas, SEMPRE, no karaoke. Então, se eu estivesse com Steven, eu ouviria essa música. E, ó, o coroa arrasava muito cantando.

I Want It That Way – Backstreet Boys

Backstreet Boys de novo, lógico.

Sweet Caroline – Neil Diamond

Essa música é um dos hinos de Boston Red Sox, time de baseball mais amado da cidade (e, quem sabe, do mundo?). Se o Sox estivesse jogando, ou tivesse vencido um jogo na semana, pode ter certeza de que alguém cantaria Sweet Caroline. Trivia: quando eu saí num date com B., ele cantou essa música pra mim 🙂

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Queria encontrar um lugar massa, com uma galera massa, pra cantar aqui em Recife. Eu sei que isso não vai acontecer, porque o povo dessa cidade é uma morgação só. Então vou ficar aqui revivendo minhas memórias bostonianas, e esperando o dia em que eu possa voltar pra arrasar no karaoke nessa cidade linda.

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