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Hoje, um ano atrás: Interpol

Um post com vinte dias de atraso – a vida não anda fácil e eu sou daquelas que agenda o texto pro passado -, mas bora lá.

InterpolInterpolPaul Banks

Pra falar a verdade, este post tem mais de um ano de atraso. Incrível, parece que foi ontem, mas há mais de um ano eu tive o prazer de ver o Interpol tocar ao vivo. Fiquei aqui pensando em mil formas pra começar a descrever o 5 de novembro, mas constinua sendo complicado definir o sentimento de ver uma das minhas bandas do coração ao vivo, ali, bem na minha cara. Eu só consigo me lembrar do tamanho da minha felicidade, dos pulos que dei, das músicas que cantei, das lágrimas de felicidade que chorei. E o meu maior orgulho daquela noite foi ter cantado todo o setlist do show. Todas as músicas. Todas.

Às vezes eu nem acredito que fui tão feliz naquela noite. Poucas coisas vão me fazer sentir tão completa e anestesiada como aquele show. Deitei no chão do quarto, depois de ter voltado do festival, e senti todo o meu corpo dormente, leve, pulsante. Meu coração ainda estava a mil. Foi uma das formas de felicidade mais fodas que já senti em toda a minha vida.

Me lembro de tudo, inclusive de ter dançado tão loucamente a ponto de dar uma cabeçada na cara do menino que tava atrás de mim hahaha. Coitado, ficou todo sem jeito e ainda riu da situação. Pedi desculpas e ele disse “relaxa, acontece”. Acho que ele também estava feliz. É foda demais poder ver sua banda favorita ao vivo. Meu reino por mais momentos como aquele.

E pensar que por pouco eu poderia ter perdido uma das melhores noites da minha vida. Deixei de comprar o ingresso do Planeta Terra Festival 2011 por capricho. Porque se tem uma coisa que é muito errada nesse mundo da música/festivais, é esse lance de só divulgar o line-up das bandas após a venda dos ingressos. Sou super contra essa prática, e por isso não comprei o meu ingresso pro Terra quando abiram as vendas. Nada que eu curtia tinha sido confirmado, então deixei pra lá. E como os Strokes eram headliners daquele ano, as entradas acabaram rapidinho. Dias depois, no trabalho, uma colega me avisa que Interpol confirmou sua vinda pro Brasil e tocaria no Terra. Chorei. Mas chorei de felicidade, me tremendo toda, não acreditando na minha burrice e nem na minha sorte. Mesmo tendo perdido a chance logo de cara, eu sabia que veria o ‘Pol tocar. E eu vi. Naquele dia eu voltei pra casa totalmente em êxtase, em pé num ônibus lotado, muito feliz pelo que eu ainda iria ver. Foi uma notícia tão boa que eu melhorei de humor, esqueci todas as merdas que estavam acontecendo na minha vida, escapei dos problemas. Eu estava prestes a ver o Interpol tocar, porra, depois de tanto tempo! Depois de ter perdido a primeira vinda deles pro Brasil, de ter limitações. Caralho, não tem nada melhor do que a independência e poder realizar, de vez em quando, alguns caprichos. Meus maiores caprichos são pra música.

E eu fui feliz pra caralho no dia em que vi o Interpol ao vivo. Apesar de todas as críticas ao show, aquele foi um dos momentos que mais me fez sentir completa com o que eu acredito. Dancei muito, do mesmo jeito que eu danço sozinha e escondida no meu quarto. No outro dia a banda fez um show extra, no Clash Club, e eu estava lá. Morrendo de sono, mas estava lá. Quando que eu poderia imaginar isso? Que eu veria Paul Banks de perto, mexendo no cabelo, ajeitando os óculos que insistiam em cair dos olhos dele, rindo. RINDO! Eu me lembro exatamente como é a luz azulada batendo no rosto dele e ressaltando os fios arepiados da sua barba ruiva e seus infinitos sinais no rosto. Lembro doo Daniel de olhos fechados, tocando a guitarra. Lembro do pouco que eu vi do Sam, tão escondido tocando a bateria.

Fiquei ao lado das enormes caixas de som. Fiquei surda. Fiquei feliz. Era a minha adolescência e essa minha breve parte adulta, ali, na minha frente.

I have succeeded.

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Hoje, um ano atrás

Formatura do meu irmão e da minha prima.

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Hoje, um ano atrás

Todo mês, quando abro minha pasta de imagens para procurar um momento legal para postar nesta categoria, me surpreendo com o que é a mudança. Às vezes só estranho as aparências, outras tantas vezes consigo me lembrar exatamente do que sentia um ano atrás.

Me sinto e me vejo tão diferente do que eu era quando tirei esta foto. Me sentir diferente é estranho, mas é bom.

Aliás, saudades eternas do meu cabelo nessa época. Coisa mais linda.
E tomara que ninguém se assuste em ver o meu carão sem óculos por aqui 🙂

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