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Roller coaster

Faz tanto tempo que eu não escrevo nada que chega me parece estranho ver as palavras sendo montadas na minha frente. Acho que não escrevo mais pois passei a me achar (extremamente) irrelevante nessa tal de internet, então nem tem pra quê. Também acho que por muito tempo eu só escrevi tristeza, chororô do coração, dor na existência… daí fica meio chato voltar pra falar de coisa boa ou qualquer outra coisa que seja.

Pra falar a verdade, eu tenho me sentido bem triste ultimamente. E bem sem motivo. Até comentei isso com o boy essa semana, de que eu sempre me sinto um pouco triste mesmo eu não estando infeliz nem nada. Eu tô bem, a vida ta bem, a família ta (aparentemente) bem… mas sempre tem uma parte de mim que está constantemente triste ou com medo de alguma coisa ruim acontecer. É engraçado. Eu sou uma sortuda, e apesar dos pesares vivo uma vida de privilégios onde eu atualmente estou… mas sempre tem um pedacinho de mim que ta triste.

Eu penso sobre as amizades que foram desfeitas, sobre os amores que acabaram, as decepção na família, os medos e as humilhações bestas de adolescente. Eu ainda me sinto adolescente. To quase beirando os trinta e ainda me sinto como se tivesse 16. Eu lembro de cor e salteado dos meus posts escritos aqui e em tanto outro posts nesta infinita internet, e acabo sempre me vendo como essa adolescente tabacuda que acha que nunca vai crescer. E, velho, eu tô crescendo. Tô fazendo planos sólidos com alguém que eu amo e que é extremante maravilhoso comigo, e pelo andar da carruagem eu vou poder realizar o sonho brasileiro de ter minha casa própria em um futuro bem próximo. Dá um medo do caralho. E não é aquele medo que te faz dar um passo pra trás e desistir das coisas. É um medo que vem como um frio na barriga pois a gente sabe que algo vai acontecer, que nem aquela tensão que dá quando a gente ta subindo bem devagar pro ápice da montanha russa e sabe que o carrinho vai descer em alta velocidade, e a adrenalina sobe ao máximo. A gente sabe que o frio na barriga e o nervosismo vão virar alegria em segundos pra frente. É um medo excitante de me ver crescendo e ainda não me sentir crescida.

Até uns anos atrás eu me sentia bem focada pra cada início de novo ano, capaz de me mudar e me reconstruir pro melhor. Reconheço meus erros, não sou cega… mas de uns dois anos pra cá eu tenho me sentido lenta, mesmo que tanta coisa tenha acontecido e mudado na minha vida. Saí da vida na capitania hereditária, larguei a barra da saia da minha mãe e até meu emprego que tanto gostava, junto com as amizades que mais sinto falta, pra viver essa aventura no velho mundo. Não me arrependo. Mas a mudança de dentro, aquela que eu já vi acontecer algumas vezes comigo e que me fez dizer “caralho, to evoluindo!” ainda não aconteceu.

Eu lembro a primeira vez que eu tive um desses momentos iluminados, em que tudo pareceu diferente sem motivo. Aquele primeiro segundo quando o carrinho desce o topo da montanha russa. Eu tava no ônibus indo pra escola, acho que tinha uns 16 anos, e eu tava sentada no lado da janela. Eu sempre to pensando em música, mesmo que seja intencionalmente, e do nada eu raciocinei uma das coisas mais importantes pra minha vida: “eu não me sinto mais observada”. A partir daquele segundo dentro do ônibus, sentada na janela, eu deixei de pensar que todo mundo olhava pra mim e tinha uma opinião sobre quem eu era ou fazia. Eu me sentia mesmo observada, ao ponto de ser agressiva se visse alguém me encarando. Era um ato invasivo e que me machucava, porque eu sempre achei que tinha algo de errado em mim. Mas eu estranhamente deixei de me sentir carregada de olhos, e tudo sem nenhum motivo aparente. Eu senti que cresci e mudei, e aquela sensação me fez tão bem.

Mudei em outros momentos, alguns sem perceber e muitos outros por força própria. Ainda to esperando essa mudança acontecer depois que eu fiz mais de 25. Olho pra dentro e vejo aquela menina de 16 anos toda cheia de dúvidas e inseguranças, sentindo sempre que não merecia nada de bom, e a única coisa que eu posso fazer é tentar dizer pra ela que as coisas não são tão difíceis assim, e que tem amor sim pra ela no mundo.

Eu me sinto tão amada agora aos 27 que chega me dá uma tristeza por toda a falta de amor que encarei em algumas fases da vida. Me dá uma tristeza real. Queria saber se outras pessoas são tão sentimentais assim com o próprio passado, de tal forma que machuca lembrar de como um dia se foi.

Pro futuro, a única coisa que eu posso querer é manter o amor bem pertinho do meu coração. Talvez a montanha russa dessa vez não seja tão alta ou tão rápida como antes, mas eu tenho sim certeza de que a alegria e a adrenalina vão ser sentidas de um jeito diferente, pois essa aventura é algo completamente novo.

Te acalma, menina. Vai ficar tudo bem.

*

Polar

Eu sempre penso que preciso estar num extremo pra vir escrever aqui: Extremamente feliz e completa, e por isso preciso registrar algo positivo pra ‘eu do futuro’ ler; ou extremamente perdida e insatisfeita, por vezes machucada, e na escrita encontro uma ferramenta pra desabafar e me fazer entender. Hoje é diferente. Eu estou tão feliz que me sinto perdida, e isso machuca profundamente. O medo que eu sinto de ter essa felicidade interrompida não me deixa ser completamente feliz. Faço sentido?

Na verdade são muitos fatores que me fazem sentir essa bagunça. Primeiro, eu não quero voltar pra casa. Não quero voltar pro Brasil, pra minha mãe, pra gata, vovó, todo o mundo. Eu quero ficar aqui, mesmo que seja uma merda não entender a língua, mesmo eu não tendo amigos de verdade, mesmo o clima sendo uma bosta quase todos os dias, mesmo que eu talvez nunca vá pertencer. Tenho a sensação de que por mais que eu viva por anos e anos na Holanda eu sempre vou ser uma forasteira, e isso me machuca. Vivo repetindo que eu não vim pra cá fugida da minha terra, procurando algo melhor ou oportunidades pra crescer. Muito pelo contrário… eu vim sabendo que o que eu deixei em casa vale muito mais, e todos os dias passa pela minha cabeça o pensamento de que eu talvez tenha feito a escolha errada. O trabalho aqui é uma bosta, a mentalidade é uma bosta, as restrições são uma bosta, mas no fim do dia eu fico OK. Pra ser bem sincera, eu não acho aqui muito melhor do que Recife. Claro que a qualidade de vida é incomparavelmente melhor, mas aqui eu não tenho a minha zona de conforto, o gosto da comida, o cheiro do meu travesseiro, as piadas idiotas, a bagaceira, o jeito gaiato. Mas a escolha foi minha, então aceito.

Eu gosto de viver aqui, eu vivo bem. Não tô falando de dinheiro, de viagens, de ostentação na Europa. Mas aqui eu vivo bem. Só que eu não posso viver bem aqui sozinha, não tem condições… Já se passaram quase 6 meses desde o dia em que cheguei aqui, e eu ainda não me sinto completamente em casa, não durmo direito, não me sinto 100%. As coisas vão se organizando aos poucos, tenho um apartamento, posso criar um habitat, posso e devo procurar melhores oportunidades de emprego pra que as coisas mudem positivamente… mas eu não tenho a energia. Quando eu penso em toda a complicação que vai ser a minha vida quando eu tomar a iniciativa pra ficar aqui… me cansa. Me cansa porque eu sei que posso falhar e vou ter que voltar pra casa. Me dói porque eu sei que se eu falhar, eu não vou falhar sozinha. Eu volto pra casa sem base, tendo que me reinventar e encontrar meu espaço de novo no trabalho, no círculo de amizades, no estilo de vida… E deixo aqui o meu coração, com uma pessoa que parece nem existir de verdade de tão linda que é.

No fim das contas, amigos, este é um texto sobre amor.

Eu tenho tanto, mas tanto medo de ter que deixar ele. Dessa vez, ironicamente, eu sou a metade da relação que não tem raízes fincadas. Em Novembro eu vou expirar, eu tenho data marcada. Talvez seja até ridículo da minha parte falar, mas eu tô amando de verdade. Que caralhos é isso, velho? Como pode uma pessoa lhe fazer tão bem e em pouco tempo se tornar tão vital na tua vida? Sei que por conta das circunstâncias o sentimento todo se intensifica, mas eu ainda não consigo acreditar que eu tô nesse relacionamento, com essa pessoa, sendo tão genuinamente amada. Que pessoa incrível da porra! E aí a tristeza me dá um soco no estômago, porque se eu falhar em encontrar uma maneira de renovar meu visto eu não sou a única que sai perdendo. Eu não penso que a gente não deveria se envolver demais por isso ou aquilo, que não vai vingar, ou que é só um romance de curta duração. Eu quero planejar a minha vida com ele, porque é fácil demais. A gente encaixa de um jeito bizarro e a relação é tão bonita e honesta que chega eu sinto o meu coração doer quando paro pra pensar. Como eu posso pensar em deixar alguém a quem eu quero tanto o bem? Não dá, não é assim que a banda toca.

Mais ou menos um ano atrás eu escrevi sobre não estar apaixonada e divaguei um pouco sobre o que eu quero/espero de um amor, e puta merda, como ele é tudo. Ele é o que se encaixa no que eu sou, é o que funciona, é o beijo quando acordo de manhã, a pessoa a quem eu não consigo olhar nos olhos porque a felicidade é tamanha que me envergonho. É a vontade de abraçar e beijar o tempo todo, de querer bem. Ele é recíproco. Ele é o que eu quero pra mim daqui a 5, 10, 30 anos. E eu quero ter a chance de tentar fazer ele feliz, porque mais do que a minha própria felicidade eu quero muito, muito mesmo que ele consiga se sentir nem que seja um tantinho tão amado assim como eu me sinto. E, velho, não é pouca coisa não. Não é mesmo.

Como é que eu não vou sentir medo desse sentimento todo? Me diga mesmo, como é que eu posso permanecer forte pra lidar com a hipótese de que um dia isso pode ser interrompido porque eu falhei em conseguir ficar do lado dele? Geograficamente, legalmente falando. Mas que negócio injusto.

Eu estou extremamente feliz e triste.

Eu tenho vontade de mandar tudo pra puta que pariu, mandar se fuder mesmo, porque é muito injusto. Tô pedindo muito não, velho. Eu só quero que fique tudo bem.

Mas como é bom ser feliz. Eu tenho uma sorte enorme nessa vida.

*

‘Likes’ de 2015

E lá se vai mais um ano. Tô me preparando pra deixar o país ainda hoje, mas antes de fazer essa doidice eu quero deixar registrado aqui um pouco das coisas que fizeram meu 2015 ser um ano massa. Eu não esperava muita coisa dele, juro; terminei 2014 sem criar muitas expectativas para o novo ano, mas tracei algumas metas tangíveis que acredito ter alcançado. O ano quinze foi bem pacífico, menos turbulento que os anteriores, e segundo o meu horóscopo graças a Deus cheguei ao final de um ciclo bem confuso emocionalmente na minha vida. Já estava na hora, né.

Eu não viajei tanto quanto esperava, mas conquistei amizades verdadeiras, ocupei um espaço verdadeiro e importante pra mim no trabalho, corri atrás do meu sonho de morar fora. Foquei nas coisas que eram importantes e me afastei de algumas pessoas, pois eu não estava feliz. Uma hora bate a real, a idade, o feeling de que os rumos a serem seguidos são outros, então eu segui a minha intuição e trabalhei focada pra ser uma versão melhor de mim mesma. Acho que isso é o suficiente pra dizer que sim, tô feliz pra caralho com o balanço final do meu ano.

No último post de retrospectiva, ‘Likes’ de 2014, eu tracei algumas metas:

Pra 2015 eu quero:

  • Me portar mais como gente grande
  • Ser mais tolerante
  • Abrir menos a boca pra falar merda
  • Guardar dinheiro pra um futuro de gente grande
  • Estudar
  • Me apaixonar menos

Bem. Continuo falando muita merda, me portando como uma adolescente e achando que o resto do mundo é composto por gente que me julga – PORÉM, em 2015 eu me senti menos constrangida comigo mesma perante minhas atitudes, então acho que isso já valeu. Na primeira semana do ano no trabalho eu chamei o meu líder de design pra conversar e dar uma autoavaliação, e comentei com ele que em 2015 eu queria ser mais focada e me estressar menos com as coisas, pra poder trabalhar melhor. Agora em dezembro recebi um feedback do caralho da minha gerência, reconhecendo a minha mudança de postura e crescimento como profissional. Me senti bem pra caralho, realizada que só a porra e feliz por saber que eu faço um bom trabalho.

Ainda preciso ser mais tolerante, mas 2015 me ensinou muita coisa. Depois de muitos atritos desnecessários causados por ser muito cheia de opinião, teimosa e/ou reativa, tenho cada vez mais tentado me policiar pra não sair por aí falando merda pra deus e o mundo.

Dinheiro eu guardei muito pouco. Vamos todos morrer mesmo. Mas lá no fundo ainda quero ter uma vida medíocre de casa + carro na garagem + aposentadoria. Mas uma vez adiei os estudos em design, mas cogitei fazer uma extensão no exterior… só que a crise veio e o dinheiro diminuiu.

Se me apaixonei menos? Hmm… acho que me apaixonei o suficiente, e de uma forma mais inteligente. Vou encontrar o galego em 4 dias, e espero que as coisas se resolvam. Se não, 2016 está vindo aí e eu tô de coração e mente abertos.

Os memoráveis:

Chapada Diamantina

Passei uma semana na Chapada com Axel, em Agosto, e velho, que lugar incrível! Aquela natureza toda, intocada, pura, mágica. A gente deu sorte de chegar em várias cachoeiras e trilhas que não tinham um pé de alma à vista, e o cenário parecia ser exclusivamente nosso.

CESAR

A minha segunda casa. Meu coração ainda está doendo em pensar que eu realmente deixei um lugar massa, onde eu tive oportunidade de aprender tanta coisa no meu dia a dia; onde as pessoas se mostraram abertas e receptivas; e onde eu fiz amizades tão massa. Se um dia eu voltar, eu volto.

Seriados

De praxe, a lista de seriados que fizeram meu coração bater forte em 2015: Fargo, The Last Kingdom (!!!!!!!!!), Narcos, Better Call Saul, House of Cards, Wolf Hall, Unbreakable Kimmy Schmidt, 2 Broke Girls, Brooklyn Nine-Nine, Vikings.

Destaque pras séries britânicas, que tem ganhado cada vez mais espaço na minha watchlist. Em 2016 eu quero ver mais coisinhas de TV com sotaque da rainha. E finalmente terminei algumas séries que estavam com a última temporada pendente, como Arrested Development, e Parks and Recreation.

Lista completa das séries que eu sigo no meu perfil do Orangotag.

Amigos

2015 me trouxe gente que eu sei que vou carregar pra sempre comigo. Mais uma vez eu criei laços fortes com pessoas do trabalho, e às vezes eu me pego pensando se um dia vou fazer amigos que não necessariamente trabalhe comigo 🙂 Saudades de Bruno, Alice, Murilo, Guigui, Victor, Mateus, Marlos… Quero botar todo mundo numa sacolinha e carregar pra sempre comigo.

Pra 2016 eu quero:

  • Me portar mais como gente grande
  • Ler mais livros (ao menos 6)
  • Visitar 12 países em 12 meses
  • Estudar uma nova língua
  • Guardar dinheiro na poupança mensalmente
  • Praticar algum esporte
  • Me virar sozinha

Este post foi publicado em Abril de 2016, com 4 meses de atraso. Antes tarde do que nunca. Não completei os items da retrospectiva pois sinto que não seria natural escrever sobre minhas expectativas pro futuro depois de tanto tempo… mas espero reler este texto no fim do ano e encontrar uma ou outra coisa que me faça olhar pra trás e dar um sorriso.

*

When I’m Gone

Eu vou sentir falta de mainha brigando comigo, me chamando de preguiçosa, me alisando sem eu querer, dizendo que eu sou a filha única e verdadeira dela. Do café com leite, que tem açúcar do que tudo nesse mundo. Vou sentir falta de chegar em casa de noite e ter macaxeira com charque, como de costume. Por mais que a gente enfrente mil dificuldades vez ou outra, as coisas são muito descomplicadas pra mim… Eu tenho sorte de ter uma pessoa tão dedicada ao meu bem-estar, e eu sou uma péssima filha por não reconhecer isso o suficiente (ou por completo). Mainha tá preocupada em como vou sobreviver em outro país sem ter a supervisão dela, sem ter quem lave os pratos, as calcinhas, arrume o quarto, ou até mesmo faça o lanche da tarde preu levar pro trabalho. Eu acho engraçado, rio, me estresso, reclamo – sei que não vou morrer, já passei por isso antes. Mas agora é de verdade. Vou-me embora e deixo aqui o bem-bom de ser a filha única, babada pela mãe, tia, tio e vó. Vou perder a boquinha – mas qual a graça de se viver debaixo da asa dos outros a vida toda? Fiz 26 na semana passada, já tá mais do que na hora de sair do ninho.

Tô com um nervoso danado pois ainda não acredito mesmo que eu vá me mudar pra Holanda em apenas 18 dias. Tipo, de onde surgiu isso? Eu ainda não me vejo lá de fato, não consegui colocar na cabeça que em poucos dias eu vou deixar a minha vida empacotada aqui, me esperando pra quando eu voltar, e ter que começar do zero em um país que eu nunca visitei antes e onde eu conheço um ou outro gato pingado. Pra ser sincera, eu nem tenho medo da adaptação, nem do frio, nem de não gostar da comida. O que faz bater aquele medinho é apenas cogitar que eu vá sentir saudades de casa, da gata, de mainha, das pessoas – essas são únicas, insubstituíveis. Eu vou morrer de saudades de tudo. E eu não quero chorar de saudade ou pensar em voltar pra casa antes da hora… Eu não sou uma desistente.

Aqui em casa a gente tem fingido que nada vai mudar, que nada vai acontecer. Mainha ainda não lavou as roupas que eu separei pra levar na mudança, e eu sei que isso é um sinal de que ela está postergando o inevitável que vai ser a minha saída de casa. Ela já disse que eu sou uma folha seca ao vento, e que sabia que eu só ia ser feliz mesmo quando fosse morar fora. No fundo eu sou feliz com a vida que tenho aqui, com a a casa, o trabalho, os cheiros e sabores, a cidade velha e suja, o comodismo… Mas eu sei que ela tá certa, que pra eu ser feliz mesmo, de verdade, eu preciso ver mais desse mundo, criar mais memórias, viver por mim mesma e fazer ela ter muito mais orgulho de mim. A oportunidade parece ter finalmente surgido. A hora é essa.

O meu pai? Fez cara de espanto, ficou branco por alguns segundos, e rompeu o silêncio dizendo que ‘não poderia dizer que estava feliz, mas também não estava triste’. Aparentemente, todo mundo confia demais em mim e nas minhas decisões de vida.

Dizem que eu não vou voltar, mas eu sei que volto – Não tô doida de deixar tudo o que eu tenho pra trás. E quando eu voltar vou ser mais motivo de orgulho pra todo mundo.

Até breve.

*

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