29 ways to stay creative: #3 Try free writing


Clique nas imagens para ampliar e ver o que eu escrevi, livremente, com essa caligrafia uó.

Freewriting é uma técnica de redação que envolve a escrita contínua, geralmente por um período pré-determinado de tempo (de 5 a 15 minutos). O escritor escreve sem levar em conta a ortografia, gramática, etc, e não faz correções. Existem algumas regrinhas para essa “liberdade”, uma delas é que se o escritor chega num ponto em que não consegue pensar em nada para colocar no papel, deve escrever que não não pensou em nada, até encontrar um novo pensamento. A ideia é vagar por vários tópicos, deixando as palavras tomarem seu próprio rumo.

Baseada no pressuposto de que todas as pessoas tem algo a dizer e a habilidade de dizer o que pensam, os nossos pensamentos podem ser bloqueados por apatia, auto-crítica, ressentimento, ansiedade, medo do fracasso ou censura, etc. Ou seja, a escrita livre é o pensamento solto posto no papel. Sem critérios e nem crítica.

Depois que a wikipedia me explicou direitinho o conceito do Freewriting, me dei 5 minutos para colocar no papel os meus pensamentos. Eu achava que 5 minutos de escrita seriam muito, mas acabei nem sentindo o tempo passar e a vontade de continuar escrevendo foi grande. Mas outra regra é que se deve respeitar o tempo estabelecido para a escrita.

Ando numa fase totalmente digital. O lápis ou a caneta me são estranhos e a minha caligrafia está ficando cada vez pior. A escrita livre me fez perceber que eu preciso sair um pouco da frente do computador pra exercitar o lado palpável do escrever. Também ajudou (só que não) o fato d’eu ter brincado de escrever no braço do sofá.

Uma coisa que achei curiosa foi a volta da minha mania de escrever subindo pelos cantos da página. O meu último diário tinha páginas cheias de histórias que subiam pelas paredes da página. Eu não consigo ser linear.

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29 ways to stay creative: #2 Carry a notebook everywhere

Toda vez que eu vou na Livraria Cultura aqui de Recife, corro pra seção de Moleskines e caderninhos pra não comprar nada. Fico só na paquera. Não sou uma pessoa de cadernos, nunca fui. É difícil demais anotar as coisas e ainda ter que saber onde coloquei o bendito caderno, procurar pelas coisas nas páginas sem ter um Ctrl+F. Esse negócio de passar muito tempo no computador me fez perder o gosto pela parte física da escrita, e eu, que nunca gostei muito da minha caligrafia, aos poucos acabei deixando mesmo de lado essa parte do escrever no papel.

Ganhei mês passado do namorado este não-iPad como presente pra compensar alguma implicância que ele fez comigo – e quem em dera ganhar coisas toda vez que isso acontecesse, viu. O boy me conhece mesmo e sabe que eu nunca iria comprar meu próprio caderninho.

Então como o segundo ítem das 29 coisas pra se manter criativo é carregar um caderno de anotações por aí, tô tentando criar o hábito de levar o meu não-iPad pros cantos e dar utilidade a dele. Até agora, o máximo que eu consegui foram rabiscos durante o trabalho e auto-retratos bizarros antes de dormir. Em minha defesa, tenho a dizer que me desenhei sem os óculos, e sem meus óculos eu não sou ninguém.

27 to go.

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29 ways to stay creative: #1 Make Lists

Já faz algum tempo que me deparei com um vídeo cheio de sugestões pra se manter na atividade criativa, feito pelo TO-FU Design e baseado num post de um cara no tumblr. São ideias simples, coisas do dia-a-dia pra ajudar a arejar a cabeça. De vez em quando eu venho aqui reclamar que tô travada no meu processo criativo, então achei que seria uma boa encarar o 29 Ways to Stay Creativecomo um projeto aqui pro blog. Não custa tentar.

29 WAYS TO STAY CREATIVE from TO-FU on Vimeo.

O primeiro item da lista é, veja só, fazer listas. Tô aqui já faz mil anos tentando pensar em como começar a fazer isso, já que eu não sou muito de listar as coisas – sou realmente muito indecisa, e também porque não quero começar escrevendo nada negativo ou sobre coisas que eu não gosto… Assim sendo, serei uma pessoa bem positiva e abaixo listarei as coisas que mais gosto nessa vida.

#1 Make Lists (das coisas que me fazem feliz)

  • Gatos Com certeza, gatos. No início do mês passao minha mãe deu um almoço de aniversário aqui em casa e meu tio, com quem morei por uns 5 anos quando criança, contou sobre a vez em que eu encontrei na volta da escola uma caixa com cinco filhotes de gatos e os levei pra casa. Mainha sempre lembra das vezes em que eu chegava da escola com os braços pra trás, e ela sabia que eu estava segurando um gatinho. Gosto desde que me entendo por gente. Gatos realmente me deixam feliz, e pouco me importo se é de rua ou de apartamento, eu sempre vou me abaixar pra alisar um bichano.
  • Internet
  • Yakissoba do China In Box
  • Vestidos com bolsos
  • Andar descalça. (não importa onde, eu vou tirar os sapatos)
  • Sapatilhas
  • The Catcher in the Rye
  • Recife, apesar de tudo
  • Mercado de São José
  • Dormir
  • Cheiro de livro novo
  • Seriados
  • Cheiros que me fazem lembrar da minha infância
  • Suco de laranja, sem açúcar
  • Jambo (e cheiro de jambo)
  • Bichos de pelúcia. Fico incrivelmente besta quando ganho um bichinho de pelúcia
  • Homens lindos
  • Aquele arrepio quando escuto alguma música muito boa, que se encaixa comigo
  • Desenho animado
  • Casarões em estilo colonial português. Dos muitos que se encontram pelas ruas da cidade
  • Praia no final da tarde
  • As histórias da juventude da minha avó (e como eu as vejo em minha cabeça)
  • Cappuccino
  • Pra beber, água em temperatura ambiente

Mas não necessariamente nessa ordem.

E aí, quem mais encara o desafio?

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